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Tipos de tubos: guia completo de materiais e aplicações
Um engenheiro de manutenção de uma planta petroquímica no interior do Rio de Janeiro especificou tubos de PVC para uma linha de retorno de fluido aquecido, um exemplo que ilustra como erros de especificação entre os diferentes tipos de tubos podem gerar prejuízos consideráveis. Em poucos meses, os encaixes começaram a deformar, surgiram vazamentos e a linha precisou ser substituída por completo. Casos hipotéticos como esse refletem uma realidade bem documentada na manutenção industrial: erros de especificação são relativamente comuns e, quase sempre, têm a mesma origem, escolha de material por hábito ou por preço, sem considerar as variáveis reais do sistema.
O mercado brasileiro oferece dezenas de opções de tubulação: plásticos termorrígidos, termoplásticos modernos, metais ferrosos e não ferrosos, compósitos de alta performance. Cada um desses materiais responde de forma completamente diferente à pressão, à temperatura, ao tipo de fluido e ao ambiente de instalação. Não existe tubo universal, e entender essa diferença é o que separa um projeto que funciona por décadas de um que gera chamados de manutenção em meses.
Este guia cobre os principais tipos de tubos disponíveis no Brasil, suas aplicações corretas, limitações reais e as normas NBR que governam cada sistema. Distribuidores técnicos com portfólio amplo, como a TuboBrasil, costumam ser o ponto de partida de engenheiros que precisam especificar com segurança e contar com pronta entrega para qualquer tipo de projeto.
Por que o material do tubo define o sucesso da instalação
Cada tipo de tubo foi desenvolvido para responder bem a um conjunto específico de condições: pressão de trabalho, temperatura do fluido, resistência química e ambiente físico de instalação. Um tubo de PVC instalado corretamente em uma rede de água fria pode durar mais de 30 anos sem qualquer intervenção. O mesmo tubo exposto a água acima de 60 °C começa a deformar em poucos meses. Aço carbono sem proteção anticorrosiva em ambiente úmido, dura entre 8 e 12 anos antes de demandar substituição.
Essa variação de desempenho não é marginal, é estrutural. O custo de uma especificação errada frequentemente não aparece na nota fiscal da compra. Ele surge meses ou anos depois, em parada de produção, em mão de obra de retrabalho e em peças compradas às pressas no mercado spot. Entender o material correto antes de fazer o pedido é, portanto, uma decisão financeira tanto quanto técnica.
Por que o mesmo “cano” não serve para tudo
Existe um equívoco comum em obras e manutenções industriais: tratar todos os tubos como intercambiáveis, diferenciados apenas pelo diâmetro. Na prática, quatro variáveis críticas determinam qual material é adequado para cada situação:
- Pressão de trabalho, que define a espessura mínima de parede necessária;
- Temperatura do fluido, que elimina imediatamente alguns materiais da lista de opções;
- Resistência química, que decide se o material vai reagir com o fluido transportado ao longo do tempo;
- Ambiente de instalação: enterrado, exposto à intempérie, ambiente industrial com vapores corrosivos ou área classificada com risco de explosão.
Responder a essas quatro perguntas antes de abrir um catálogo reduz consideravelmente o campo de escolha e elimina os erros mais caros de especificação, o tipo de triagem que qualquer bom engenheiro faz antes de definir qual dos tipos de tubos disponíveis será especificado.
Como o material impacta a vida útil e o custo total
A lógica de custo por metro é enganosa quando analisada isoladamente. Um tubo de aço carbono tem custo inicial moderado, mas exige pinturas, revestimentos anticorrosivos e inspeções regulares ao longo de uma vida útil média de 15 anos. Um tubo de aço inox custa significativamente mais por metro, mas pode alcançar 70 a 100 anos de vida útil com manutenção moderada, não sendo isento de inspeções, especialmente em juntas e em ambientes com presença de cloretos. O PRFV, por sua vez, tem custo de instalação moderado e custo de manutenção próximo de zero por 40 anos ou mais.
O custo total de propriedade ao longo do ciclo de vida é o número que realmente importa, não o preço unitário na nota de compra. Essa perspectiva muda completamente a hierarquia de escolha entre os materiais, especialmente em projetos industriais de longa duração.
Tipos de tubos plásticos: PVC e CPVC nas obras brasileiras
O PVC é o material mais difundido em instalações residenciais e prediais no Brasil por razões práticas: baixo custo, ampla disponibilidade, facilidade de instalação com adesivos e boa resistência química a produtos de limpeza e fluidos não agressivos. A maioria dos encanadores experientes domina a técnica de corte e colagem de PVC, o que reduz o custo de mão de obra e faz desse tipo de tubo a escolha natural para a grande maioria das obras residenciais e comerciais de pequeno porte.
As limitações do PVC são igualmente claras: temperatura máxima de trabalho próxima a 60 °C antes de o material começar a perder rigidez, e certa fragilidade a impactos em temperaturas muito baixas. Para quem opera dentro dessas condições, é um material excelente. Para quem opera fora delas, é um problema esperando para acontecer.
PVC-U para água fria, esgoto e ventilação
O PVC rígido, tecnicamente denominado PVC-U (não plastificado), tem aplicações bem delimitadas: ramais de água fria, sistemas de esgoto sanitário, drenagem pluvial e ventilação de sistemas hidráulicos. Nesses usos, comporta-se de forma excelente, com resistência química adequada, baixa rugosidade interna e instalação simples. A norma de referência para tubos e conexões de PVC-U em instalações prediais é a NBR 5688. Os diâmetros mais comuns em instalações residenciais brasileiras variam de 20 mm (½”) até 110 mm, sendo 25 mm (¾”) o mais utilizado em ramais internos por oferecer melhor vazão e menor perda de carga.
O ponto inegociável: PVC-U não deve ser usado para água quente sob nenhuma circunstância. Esse erro é mais frequente do que parece, especialmente em reformas onde o encanador substitui um trecho danificado sem verificar se a linha transporta fluido aquecido.
CPVC: a solução para redes de água quente residencial
O CPVC (Policloreto de Vinila Clorado) resolve o problema do PVC em temperaturas elevadas. O processo de cloração adicional aumenta a resistência térmica do material para até 90 a 95 °C, tornando-o adequado para redes de água quente residencial e sistemas de sprinklers. A instalação segue a mesma lógica do PVC, com adesivo específico para CPVC, o que facilita a adoção por equipes já familiarizadas com o material convencional.
O custo do CPVC é levemente superior ao do PVC comum, mas em muitas ofertas comerciais fica abaixo do PPR. Para reformas em residências onde apenas os trechos de água quente precisam ser substituídos, o CPVC é frequentemente a opção mais econômica sem abrir mão da segurança técnica.
Tipos de tubos termoplásticos modernos: PPR, PEX e PEAD
Os termoplásticos de última geração representam uma evolução significativa em relação ao PVC em termos de performance térmica, resistência à pressão e durabilidade. PPR, PEX e PEAD têm ganhado espaço crescente em projetos prediais e industriais no Brasil justamente porque combinam leveza, resistência e métodos de instalação que eliminam pontos vulneráveis de vazamento quando executados corretamente. Cada um desses tipos de tubos tem um nicho técnico bem definido, e a confusão entre eles pode levar a erros de especificação tão sérios quanto os do PVC em água quente.
PPR para redes prediais de água quente e fria
O PPR (Polipropileno Random Copolímero) é o material de referência para redes prediais mistas em edifícios residenciais e comerciais. Suporta temperaturas de até 95 °C com pressão nominal adequada, não sofre oxidação, tem excelente resistência química e utiliza soldagem por termofusão que, quando executada corretamente, cria uma junta monolítica sem ponto de fraqueza. As normas brasileiras específicas para este material são a NBR 15813-1 (tubos) e a NBR 15813-2 (conexões), publicadas em 2018.
A termofusão elimina a dependência de adesivos e cria juntas mais confiáveis do que as soldadas com cola, especialmente em sistemas sujeitos a variações térmicas frequentes. Para construtoras que trabalham com edifícios multifamiliares e precisam de uma rede de água quente e fria com vida útil de longo prazo, o PPR é a escolha técnica mais sólida disponível no mercado.
PEX e PEAD: flexibilidade para irrigação, gás e instalações especiais
O PEX (Polietileno Reticulado) se diferencia pela flexibilidade excepcional, que facilita a instalação em espaços confinados e permite raios de curvatura sem conexões adicionais. Resiste bem a ciclos térmicos repetidos, é adequado para água quente, fria e gás em versões específicas, e não sofre corrosão. O ponto de atenção é a exposição à luz solar direta, que degrada o material ao longo do tempo sem proteção adequada.
O PEAD (Polietileno de Alta Densidade) é o material de escolha para redes de distribuição de água de grande porte, redes de gás combustível enterradas e esgoto sob pressão. Para redes de gás, as normas NBR 14461 a 14465 regulamentam os requisitos de material, instalação e execução de soldas por eletrofusão e por fusão a topo. Os tubos de PEAD para gás devem apresentar coloração amarela (PE 80) ou laranja (PE 100) e certificação INMETRO obrigatória. A norma NBR 15561 governa os requisitos para PEAD em sistemas de água e esgoto sob pressão.
Tubos metálicos: aço carbono, aço inox e cobre
Em ambientes industriais pesados, sistemas de alta pressão e aplicações onde a resistência mecânica é inegociável, os materiais metálicos são a escolha dominante. Cada metal tem características próprias que determinam seu nicho de aplicação, e trocar um pelo outro sem análise técnica pode resultar em falhas estruturais ou em custos de manutenção desnecessários.
Aço carbono: máxima resistência para ambientes industriais e gasodutos
O aço carbono oferece resistência mecânica superior para aplicações de alta pressão e temperatura, suportando operações acima de 400 °C e pressões que nenhum termoplástico consegue acompanhar. É o material de referência para oleodutos, gasodutos, HVAC industrial e instalações de processo em indústrias pesadas. A norma brasileira de referência para tubos de aço carbono é a NBR 5580.
A contrapartida é a baixa resistência natural à corrosão. Sem galvanização, pintura epóxi ou outro sistema de proteção superficial, o aço carbono em ambiente úmido começa a oxidar rapidamente. Esse custo de proteção e manutenção contínua deve ser considerado no planejamento do projeto, especialmente em instalações litorâneas ou em ambientes com vapores corrosivos. A vida útil média do aço carbono sem proteção adequada gira em torno de 8 a 12 anos, reduzindo a atratividade do custo inicial mais baixo.
Aço inox e cobre: onde durabilidade e pureza são inegociáveis
O aço inoxidável combina altíssima resistência mecânica com excelente resistência à corrosão em ambientes ácidos, salinos e químicos. Sua vida útil pode alcançar 100 anos com manutenção moderada, tornando-o um dos materiais de menor custo de propriedade em aplicações que demandam longevidade e pureza do fluido, desde que as inspeções periódicas em soldas e em ambientes com cloretos sejam mantidas. É o padrão nas indústrias alimentícia, farmacêutica, química e de óleo e gás. Para projetos no segmento petrolífero, fornecedores com certificação CRC Petrobras, como a TuboBrasil, têm a credencial que as empresas do setor exigem para homologação.
O cobre tem propriedades antimicrobianas naturais, o que o torna tecnicamente atraente para sistemas de água potável e calefação. Suporta água quente e fria, tem boa resistência à pressão e vida útil longa. As limitações são o custo elevado e a instalação por soldagem, que exige qualificação específica da equipe. Em água com pH muito baixo, o cobre pode sofrer corrosão interna ao longo do tempo, o que exige monitoramento da qualidade da água no sistema.
Tipos de tubos de PRFV para indústrias com ambientes químicos agressivos
O PRFV (Polímero Reforçado com Fibra de Vidro) ocupa um espaço único no mercado de tubulação industrial: oferece o que nem o aço nem os plásticos convencionais conseguem simultaneamente, alta resistência química, leveza e vida útil longa com custo de manutenção praticamente nulo. Para projetos em que o fluido é corrosivo e o ambiente é agressivo, o PRFV é frequentemente a escolha mais inteligente do ponto de vista econômico ao longo do tempo.
Quando o PRFV supera o aço inox e os plásticos convencionais
Em resistência química a fluidos agressivos, o PRFV supera o aço inox AISI 304/316 em diversas aplicações. Não sofre corrosão eletroquímica, não altera a rugosidade interna ao longo dos anos e dispensa completamente pinturas e revestimentos anticorrosivos. A vida útil em condições adequadas vai de 30 a 50 anos com custos de manutenção próximos de zero. Outro diferencial prático é o peso: tubos de PRFV são significativamente mais leves que os de aço, eliminando a necessidade de equipamentos pesados de içamento na instalação e reduzindo custos logísticos em projetos de grande porte.
A instalação de PRFV também é mais flexível. Os tubos permitem deflexões angulares que absorvem desalinhamentos térmicos e recalques de solo sem comprometer a estanqueidade, enquanto o aço exige curvas pré-fabricadas e soldagens adicionais para cada desvio de traçado.
Para complementar a compreensão sobre avanços em compósitos, nanotecnologia e outras inovações aplicadas a tubulações, leia a revolução dos materiais avançados em tubulações, que explora tendências e aplicações práticas desses materiais.
Aplicações ideais: química, petróleo e tratamento de efluentes
O PRFV é a escolha técnica preferida para indústrias químicas, transporte de efluentes industriais, redes de água salgada, tratamento de resíduos e instalações offshore. A limitação de temperatura varia conforme o tipo de resina utilizado, geralmente entre 80 e 100 °C. Em caso de trincas superficiais por impacto, o reparo exige técnico especializado com resina e fibra compatíveis, o que deve ser previsto no plano de manutenção do sistema.
Qual tubo usar para cada sistema: hidráulica, esgoto, gás e indústria
Com os materiais apresentados, o mapeamento por aplicação fica mais direto. Para água potável em instalações residenciais e prediais, o PVC-U atende a rede de água fria com excelência. CPVC ou PPR assumem os trechos de água quente, sendo o PPR a opção de maior durabilidade e confiabilidade para edifícios. Para adutoras e redes de distribuição de grande porte, o PEAD é o padrão da indústria de saneamento. A norma NBR 15575-6 governa os requisitos de desempenho hidrossanitário em edificações habitacionais.
Para esgoto sanitário predial, o PVC-U (NBR 5688) é o padrão consagrado. Redes coletoras enterradas de maior porte utilizam PEAD ou tubos de concreto conforme a NBR 8890, com projeto seguindo a NBR 9649 e a NBR 14486. Um ponto técnico importante: tubos de esgoto não são dimensionados para pressão positiva, o que os diferencia fisicamente dos tubos de distribuição de água. Usar um tubo de esgoto em uma rede pressurizada é um erro de especificação com consequências previsíveis.
Para gás combustível residencial e comercial, a combinação dominante é aço carbono (NBR 5580) para trechos expostos e PEAD específico para gás (NBR 14461 a 14465) para redes enterradas. A NBR 15526 governa as redes internas com pressão de operação até 150 kPa. Em instalações industriais pesadas, aço carbono para alta pressão e temperatura, aço inox para fluidos corrosivos ou de alta pureza, e PRFV para ambientes com química agressiva.
Diâmetros, bitolas e normas NBR que todo projeto precisa respeitar
A confusão entre diâmetro nominal (DN), NPS (Nominal Pipe Size em polegadas) e diâmetro externo real é responsável por erros de especificação frequentes, especialmente em projetos que combinam materiais ou que envolvem profissionais com formações diferentes. O DN é uma referência dimensional que não corresponde diretamente a nenhuma medida física do tubo: um tubo NPS ½” tem diâmetro externo real de 21,3 mm, que não é nem ½” (12,7 mm) nem o diâmetro interno real.
A tabela de equivalência básica que todo especificador precisa dominar segue esta lógica: NPS ½” = DN 15 = 21,3 mm de diâmetro externo; NPS ¾” = DN 20 = 26,7 mm; NPS 1″ = DN 25 = 33,4 mm; NPS 2″ = DN 50 = 60,3 mm; NPS 4″ = DN 100 = 114,3 mm. Para tubos de aço acima de 14″, o NPS corresponde exatamente ao diâmetro externo. Abaixo disso, é uma referência aproximada.
Como entender DN, NPS, schedules e diâmetro externo real
Os schedules (SCH) determinam a espessura da parede do tubo para um mesmo diâmetro externo nominal. Quanto maior o schedule, maior a espessura e menor o diâmetro interno, resultando em maior capacidade de suporte à pressão e menor vazão. Para um tubo de 1″ nominal, o SCH 40 suporta aproximadamente 300 psi, enquanto o SCH 80 chega a 400 psi ou mais, com parede de 5,54 mm contra 3,91 mm do SCH 40. Os schedules SCH 40 e SCH 80 são os mais utilizados em aplicações industriais brasileiras.
Em projetos que combinam diferentes materiais ou que precisam interligar trechos de importação e nacionais, a dimensão que resolve ambiguidades é sempre o diâmetro externo real em milímetros. Especificar pelo diâmetro interno sem informar o schedule ou a norma de referência é pedir para receber o produto errado.
Principais normas ABNT para tubos, conexões e instalação
As normas mais relevantes para projetos no Brasil cobrem cada material e sistema com especificidade. Para PVC-U predial: NBR 5688. Para esgoto sanitário predial: NBR 8160. Para PEAD em água e esgoto sob pressão: NBR 15561. Para aço carbono: NBR 5580. Para gás interno residencial e comercial: NBR 15526. Para PEAD em redes de gás enterradas: NBR 14461 a 14465. Para PPR em instalações prediais: NBR 15813-1 e 15813-2.
Dois critérios de identificação visual ajudam na gestão de estoque e na inspeção de campo: tubos para gás são identificados pela cor amarela (PE 80) ou laranja (PE 100), e tubos para esgoto pela cor marrom. Misturar tubos de diferentes sistemas em uma mesma rede não é apenas um erro técnico, é uma não conformidade normativa que pode comprometer a aprovação de projeto e gerar responsabilidade civil.
Vida útil, custo e manutenção: comparando os materiais lado a lado
A hierarquia de custo inicial é bem conhecida: PVC é o mais barato, seguido por PEAD e aço carbono em faixas próximas, com PPR e CPVC no nível intermediário. O aço inox representa o patamar mais alto de investimento inicial, enquanto o PRFV tende a ter custo competitivo em relação ao inox, com vantagens logísticas de instalação que, dependendo do diâmetro e da aplicação, tornam sua posição de custo mais favorável do que a comparação por metro linear sugere. Essa hierarquia se inverte parcialmente quando o custo de manutenção e a vida útil são colocados na equação.
O PRFV tem vida útil de 30 a 50 anos com custo de manutenção próximo de zero. O inox pode durar 70 a 100 anos com manutenção moderada. O aço carbono tem vida útil média de 15 anos, mas acumula custos significativos com pinturas, inspeções e revestimentos ao longo desse período. O PVC dura 25 a 30 anos em condições normais de temperatura, mas essa vida útil cai para cerca de 8,5 anos quando operado próximo a 60 °C de forma contínua.
Qual material tem menor custo total de propriedade ao longo do tempo
Para aplicações residenciais e prediais de baixa temperatura, o PVC oferece o melhor custo-benefício real ao longo do tempo: baixo custo de compra, instalação simples e vida útil de 25 a 30 anos sem manutenção preventiva. Para instalações prediais com água quente, o PPR tem custo total de propriedade excelente pela combinação de durabilidade e ausência de manutenção. Para projetos industriais em ambientes quimicamente agressivos, o PRFV costuma ter o menor custo total de propriedade mesmo com investimento inicial mais alto, pois elimina completamente os custos de manutenção preventiva por décadas.
O aço carbono sem proteção adequada é o material com pior custo total de propriedade na maioria dos cenários industriais, porque combina vida útil relativamente curta com alta demanda de manutenção. A exceção é quando a resistência mecânica em alta pressão e temperatura é insubstituível, situação em que ele é a única opção viável independentemente do custo.
Frequência de manutenção e riscos por tipo de material
PRFV e PVC (dentro de suas faixas de temperatura) são os materiais que exigem menos atenção de manutenção ao longo do tempo. O inox demanda atenção moderada: é resistente à corrosão geral, mas pontos de solda sem passivação adequada são vulneráveis à corrosão por cloretos, o que exige inspeções periódicas em ambientes marinhos ou com presença de cloro. O cobre requer monitoramento da qualidade da água no sistema para evitar corrosão interna em redes com pH baixo.
O aço carbono exige atenção constante. Qualquer falha no sistema de proteção superficial, uma rachadura na pintura, um ponto de solda sem revestimento adequado, inicia um processo de corrosão que avança silenciosamente até comprometer a integridade estrutural do tubo. Em plantas industriais, o aço carbono sem um programa estruturado de inspeção e manutenção preventiva é um passivo operacional. Esse é exatamente o ponto onde serviços de inspeção técnica de tubulações fazem diferença real na redução de custos e riscos de parada.
Como escolher o tubo certo e onde encontrar o portfólio completo
A especificação correta começa com um conjunto de perguntas técnicas que precisam ser respondidas antes de qualquer contato com um fornecedor. Pular essa etapa transforma uma compra simples em um erro caro, e a escolha entre os diferentes tipos de tubos disponíveis no mercado exige exatamente esse rigor prévio.
As perguntas certas antes de especificar qualquer tubulação
Antes de definir o material, responda a estas questões sobre o sistema:
- Qual fluido vai ser transportado (água, gás, produto químico, efluente, óleo)?
- Qual a pressão de operação e qual é a pressão de pico do sistema?
- Qual a temperatura máxima do fluido em operação normal e em situação de emergência?
- O ambiente é corrosivo (marinho, químico, industrial com vapores agressivos)?
- O sistema é enterrado, exposto, ou instalado em ambiente confinado?
- Qual norma NBR governa esta aplicação específica?
- Qual a vida útil esperada do projeto e qual é o orçamento disponível para instalação e manutenção ao longo desse período?
Esse filtro elimina a maioria dos erros de especificação antes mesmo de o pedido ser feito. As respostas definem o material, o schedule, o diâmetro e o tipo de conexão com muito mais precisão do que qualquer catálogo consegue fazer sozinho. Para um detalhamento passo a passo sobre seleção de materiais e aplicações, consulte o guia completo de seleção de tubos e conexões.
TuboBrasil: portfólio completo para qualquer tipo de tubo e aplicação
A TuboBrasil trabalha com um portfólio extenso que cobre todos os materiais discutidos neste guia: PVC-U, CPVC, PPR, PEAD, aço carbono, aço inox e PRFV, além de conexões, mangueiras, válvulas, braçadeiras, engates e terminais para cada tipo de sistema. Para projetos de óleo e gás que exigem fornecedor homologado, a certificação CRC Petrobras valida a conformidade técnica e institucional da empresa para atender esse segmento.
Com ampla cobertura nacional e atendimento via WhatsApp para orçamento rápido e personalizado, a TuboBrasil funciona como fornecedor estratégico para engenheiros de manutenção, construtoras e equipes técnicas que precisam de pronta entrega e suporte técnico para não parar uma linha de produção. Além da distribuição, a empresa oferece serviços de usinagem sob medida, fabricação de protótipos e inspeção técnica de tubulações, reunindo em um único fornecedor o que a maioria das distribuidoras não consegue oferecer. Para quem busca praticidade e soluções com foco em sustentabilidade, a TuboBrasil também orienta sobre como implementar sustentabilidade em sistemas de tubulação.
Para solicitar um orçamento ou tirar dúvidas técnicas sobre a especificação correta para o seu projeto, entre em contato pelo WhatsApp da TuboBrasil. A equipe técnica responde com agilidade e objetividade.
Conclusão
Escolher entre os tipos de tubos apresentados neste guia não é um detalhe de obra. É uma decisão de engenharia que define a segurança do sistema, o custo de manutenção ao longo dos anos e a vida útil da instalação como um todo. PVC-U para água fria e esgoto residencial, CPVC ou PPR para água quente, PEAD para redes de gás e adutoras, aço carbono para aplicações industriais de alta pressão e temperatura, inox para ambientes corrosivos e sistemas de alta pureza, PRFV para química e petróleo com demanda de resistência química elevada. Cada tipo de tubo tem seu lugar técnico correto, e especificar fora dele tem custo mensurável.
Respeitar as normas NBR aplicáveis a cada sistema não é burocracia: é a forma mais objetiva de garantir que o projeto foi dimensionado com as referências técnicas reconhecidas pelo mercado brasileiro. Um fornecedor que conhece essas normas e tem estoque disponível dos materiais certificados faz diferença real no prazo e na qualidade de qualquer projeto.
A TuboBrasil está preparada para ser esse parceiro técnico de longo prazo, seja para uma pequena reforma predial, um projeto industrial complexo ou uma rede de gás com exigências de homologação Petrobras. O portfólio cobre todas as necessidades, e o suporte técnico garante que a especificação esteja correta desde o primeiro pedido.